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Voltaram a jogar mal Tempo, temperatura, torcida! Isso para não dizer que a insistência do técnico Parreira em colocar seu time preferido em campo é o fim da picada. Ronaldo fez o primeiro gol da partida e entrou para a história dos mundiais. Com os três marcados nesta copa, ele chegou aos 15 gols. Supera assim Gerd Muller e se torna o maior goleador da história. Zé Roberto que fica apenas mascando a bola no meio de campo, no final faz seu gol, quase sem querer, pois o goleiro ganês que havia saído bem numa jogada anterior semelhante dessa vez errou. Zé Roberto por isso acabou sendo eleito pela FIFA o melhor jogador da partida. Ah! sim o segundo gol foi marcado por Adriano, que enquanto esteve em campo pegou efetivamente na bola cinco vezes. Uma, em que ele poderia ter passado a bola para Ronaldo, que estava sozinho; a segunda, em que fez o gol e as demais, todas ele entregou errado. Parece que o gordo do time é o desengonçado imperador de Milão e não o maior artilheiro das copas. Parreira deve ter visto isto e para não queimar o jogador preferiu colocar Juninho Pernambucano em seu lugar. Foi Juninho entrar em campo e a seleção passar a rolar mais a bola e ter mais o controle do jogo, pois o que se viu na partida inteira, foi Gana jogando como a seleção brasileira de 82. Na retranca de Parreira, os jogadores saem em disparada em direção ao gol adversário a partir do grande círculo central; Kaká é pródigo nesse tipo de jogada. Zé Roberto é outro, que de tanto dar estas escapadas acabou fazendo o terceiro gol. No final do jogo, Parreira em entrevista coletiva, reconheceu que Gana teve maior posse de bola e por pouco não complicou as coisas. O próprio treinador admitiu que o time queria resolver as coisas com muita pressa e por isso Gana se aproveitava e fustigava a zaga brasileira. Mas se esse não é o jogo, não é a tática, não é a estratégia de Parreira, porque o time ficou lá atrás esperando o adversário, deixando-o jogar? Será que Zagalo, às escondidas, tem prevalecido nas orientações à equipe? O time de reservas que ganhou do Japão, além de muito mais brilhante, contagia muito mais. Assim conseguimos ver um jogo de futebol, que o mundo e os brasileiros esperam. Parreira trouxe para esse jogo a mesma equipe do primeiro jogo contra Croácia. Ou seja, com os dois velhos na lateral, os dois pesadões na frente, a dupla de destruidores na contenção e dois meias que não constroem. Roberto Carlos e Cafu fizeram um jogo particular. Como a bola não chegava até eles, quando tinham a posse tratavam de cruzar um para o outro. Um jornalista argentino ao meu lado, falando ao vivo, através do celular, para uma rádio de Buenos Aires, fez o seguinte comentário para seus ouvintes portenhos: "Viemos aqui para ver Ronaldinho Gaúcho jogar e no entanto nos deparamos com esta enfiada espetacular de Kaká e a arrancada e drible de Ronaldo na feitura do primeiro gol". O mesmo argentino comentaria para mim o segundo gol, dizendo que em cinco toques rápidos usando diferentes jogadores, o Brasil saiu de sua defesa e fez o gol. Mas e daí? Ganhou de Gana e jogou feio, aliás não jogou. Mas é isso o que prefere Parreira. Na mesma entrevista ele disse que: "A história fala dos campeões, não de quem joga bonito. Ganhamos cinco vezes e estamos a caminho de mais um". Engana-se o técnico brasileiro. A história fala sim do jogo bonito. Fala da fabulosa seleção brasileira de 82. Fala da incrível máquina húngara de 54, que não só jogava bonito, mas encantava. E é justamente a história que coloca a seleção de Pelé e os tricampeões do México, como a melhor de todos os tempos. Seleção que foi campeã jogando bonito. O título de 94 é lembrado apenas como a copa do Romário, já que só o baixinho se salvou naquela retranca armada por Parreira. Bom, o Brasil vai para a próxima fase... Mas certamente não será fácil vencer com esse time, ainda mais que vem aí Henry, Barthes, Trezeguet e Zidane. É rezar para que Parreira coloque Juninho, Gilberto Silva, Cicinho, Giberto e que Robinho se recupere. P.S. A tribuna de imprensa também é local de desfile de antigas personalidades do esporte como Tostão, Desaily, Leonardo, Altafini Mazolla e globais como Pedro Bial, Marcos Uchoa, Xexéo, Antonio Maria, Ronai, Ancelmo Gois e Luis Fernando Veríssimo. Os jornalistas estão em boa companhia. DE SUA OPINIÃO, POR FAVOR CLICK AQUI
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