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A ÁGUIA BRANCA

A figura da águia é o símbolo mais antigo, contudo não heráldico da Polônia. Ela é visível na moeda do rei Bolesław, o Bravo (ao redor do ano 1000). A representação da figura da águia, em forma heráldica, só aparece pela primeira vez no escudo do rei Kazimierz II, o Justo (por volta do ano 1177). Entretanto, não é possível saber se foi criado por ele ou herdado. Entretanto, reconhece-se, como a primeira águia heráldica, a que estava presente no selo real de Henryk, o Piedoso (por volta do ano de 1224). Pinturas mais antigas trazem a águia coroada no brasão das armas do reino Polaco. Coroada ela pode ser vista no selo do rei Przemysław II (de 1295) e em vários pratos dos primeiros anos de Henryk IV, o Honesto.

 

orzeł Chrobrego

orzeł Kazimierza Sprawiedliwego

orzeł Kazimierza opolskiego

Águia da moeda de Bolesław, o Bravo ( ano 1000) Águia no escudo de Kazimierz, o Justo (ano 1177) Águia no selo real de Kazimierz, opolsko-raciborskiego (ano 1222)
orzeł Henryka Pobożnego

orzeł Henryka IV

Águia no selo real de Henryk, o Piedoso (ano 1238) Águia no escudo de Henryk IV, o Honesto (1288)

O Brasão do Estado polaco, como tal, apareceu depois da coroação do rei Przemysław II, em 1295. A águia branca coroada sobre um escudo vermelho se tornou o brasão real da Polônia seguindo as regras da dinastia Piast.

orzeł Przemysła II orzel Lokietka orzeł Kazimierza Wielkiego
Águia no selo real de Przemysław II (1291) Águia no selo real de Władysław Łokietka (1312) Águia no selo real de Kazimierz, o Grande (1336)

 

WACŁAW II
1290/1300-1305

ANDEGAWENOWIE
1370-1399
orzeł Wacława II orzeł Ludwika Węgierskiego
Águia no selo real de Wacław II Águia no escudo e no anel de Ludwik, o Húngaro (ano de 1370)

JAGIELLONICA
1386-1572

Com a dinastia Jagiellonica começou uma nova era. O Reino Polaco e o Grande Principado Lituano formaram um novo estado - a República das Duas Nações. A águia branca permaneceu no brasão do Reino Polaco com sua coroa, mas já não era um brasão dinástico, pois o rei Jagiellonico passou a usar o seu próprio brasão. Porém nos tempos de Zygmunt, o Velho, a águia voltou a ser parte integrante do brasão dinástico. Junto dela foi inscrito o monograma com as letras de: S - Zygmunt (Sigismundus), SA - (Augustus) e A de Anna Jagiellonka.

orzeł Jagiellończyka orzeł Zygmunta Starego
Águia de Władysław Jagiełły (De acordo com a  tumba do rei no Castelo de Wawel ) Águia de Kazimierz Jagiellończyka (De acordo com o cinzel da lápide de Wita Stwosza Águia de Zygmunt, o Velho - De acordo com a xilogravura de Hieronim Wietor (1521)
orzeł Zygmunta Augusta orzeł Anny Jagiellonki
Águia de Zygmunt Augusto (1553) Águia na tumba  de Anna Jagiellonika

Nos tempos dos reis eleitos a águia branca permaneceu como brasão do Reino Polaco. Contudo diversas mudanças ocorreram com seu desenho e modo de representação. Muitas vezes sobre seu centro era colocado o brasão pessoal do rei.

orzeł Batorego orzeł Wazów orzeł Sobieskiego
Águia de Stefan Batory (de acordo a Pintura de Paprocki - 1582) Dinastia Wasa Águia de Jan III Sobieski (de acordo com Pintura da Igreja Mariacki de Cracóvia)
orzeł Augusta Mocnego   orzeł Poniatowskiego
Águia dos tempos Augusto II o Forte (de acordo coma pintura de Niesiecki - 1728) Águia de Stanisław Augusto Poniatowski

Século XIX

Depois da terceira partilha da Polônia em 1795, a águia branca ficou encoberta ou ostentada apenas pelos emigrantes. Ela só voltou a aparecer nos estandartes dos exércitos  napoleônicos - em bandeiras, sinais  do exército e no  brasão do Principado de Varsóvia  (em segundo plano atrás do brasão da Saxônia).

orzeł z 1815 orzeł z 1848 orzeł z 1863
Estandarte do Reino Polaco (1815-183) Estandarte de 1848 Estandarte de janeiro de 1863

Século XX

Depois da explosão da I Guerra, em 1914, a águia apareceu na França nos estandartes dos soldados polaco, (Bajończyków, Hallerczyków ...). A Alemanha e a Áustria permitiram o uso do sinal  da águia nas terras invadidas  por elas, fundamentadas no  Congresso dos  Reinos. Em 1916, os  imperadores da Áustria e da Alemanha criaram o Reino Polaco. Em 1917, foi emitida uma nota bancária onde se colocou a águia, a qual foi também reconhecida como emblema para  usos oficiais. Depois da recuperação da independência, em 1918, foi introduzida a águia sem a coroa. Em fins de 1919, ao lado da águia foi introduzida duas peças. Em 1927, um novo projeto do brasão do Estado é apresentado seguindo o exemplo de Zygmunt Kamiński.

orzeł 1917 orzeł 1918 orzeł 1919
Águia no papel moeda de 1917 Águia no Estandarte do outono de 1918 Águia da Constituição de 1918-1919
orzeł 1919 orzeł 1927
Brasão das Armas 1919-1927 Brasão das Armas de 1927

No período comunista a águia apareceu sem a coroa. Este brasão foi projetado  por Janina Broniewska para a Divisão de Infantaria Tadeusz Kościuszki. Era então uma águia imaginária do período Piast, supostamente copiada da  tumba de Władysław, o Marechal. Ao final, a República Popular da Polônia melhorou o desenho da águia de Zygmunt Kaminski - mas sempre sem coroa. 

orzeł Broniewskiej orzeł 1945 orzeł 1955
Águia de Janina Broniewski da Divisão de Infantaria Tadeusz Kościuszki Brasão das Armas do pós-guerra Brasão das Armas Polônia Comunista - pós 1955

O Governo da República Polaca no Exílio em todos os seus movimentos de independência sempre usou o brasão com águia coroada. Somente, em 1989, foi restabelecido no brasão da Polônia, a águia branca coroada de acordo como era antes da II grande guerra mundial. 

orzeł    orzeł 1990
Brasão das Armas instituído pelo Governo Polaco no exílio em 1956 Brasão das Armas a partir de 1990

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Leszek Celiński (português) e Adam Kromer (polaco)poczta do autora

 
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