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Chegada na Alemanha A chegada ao aeroporto Schonefeld foi logo em seguida, um vôo de apenas uma hora. Lembro-me de minha última viagem a Alemanha, em agosto de 2005, quando estive em Colônia cobrindo a visita do Papa Bento XVI, no Encontro Mundial da Juventude. Fui de ônibus... Horrível! Foram 26 horas de viagem num ônibus com assentos superapertados. Pior que classe econômica em vôo transoceânico. Berlim estava ensolarada. O calor foi um choque. No trajeto entre o aeroporto e o estádio Olímpico meu rosto queimou. Foi muito rápido receber a credencial. Bastou apresentar o passaporte, sentar-se diante de uma micro câmera... Dar a volta no prédio e receber o tão esperado “crachá”. Dependurei no pescoço e sai feliz da vida. Estava pronto para minha quarta copa do Mundo. Como não lembrar da primeira em Torino, naquela Itália 90? Não fosse a paciência e a simpatia da Chiara, aquela linda morena italiana que me roubou o coração e o tem preso até hoje, não teria colocado minha primeira credencial da FIFA no peito. Depois, seguiram-se a gloriosa conquista de Romário & CIA. em campos californianos, a triste derrota em Paris e agora a esperança do hexa em campos alemães. Ainda bem que não são mais lembranças de destruição. Agora além da tristeza, sofrimento e angústia há a redenção causada pelos momentos mágicos do malabarismo brasileiro e a vitória... Sempre a vitória! Que ela seja brasileira, portuguesa, angolana e polaca. Sim minhas origens, nessas horas, falam mais alto. Credenciado voltei à estação central de Berlim para tomar o trem para Colônia. Sim, mais uma vez a cidade mais antiga da Alemanha em meu destino. Cheguei muito tarde e fui logo procurar o hotel, que já havia me cobrado a diária da primeira noite que não pude vir. Tinha feito reservas para vários hotéis para o período da Copa. Este primeiro hotel foi o único que não consegui cancelar a reserva. O alemão da recepção, a primeira coisa que fez, foi cobrar a primeira noite, mesmo eu não tendo dormido. E cobraria as três noites, independente de eu ter vindo, ou não. No segundo dia, ele se mostraria mais simpático. Mas isso é história para depois. De bom, apenas que o hotel ficava a exatos quinhentos passos da estação central. Dormi minha primeira noite na Copa do Mundo de 2006, em Colônia. |
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