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A França finalmente joga No campo, Trezeguet dá uma virada e a torcida delira. Mas a bola vai para fora. O craque francês, ao vivo, parece meio desengonçado. Os minutos transcorrem e a França pressionado pelos dois péssimos resultados até aqui se multiplica em campo. Com belos passes e variações de jogadas os franceses vão chegando. O Togo, por sua vez, mais parece um grupo de pernas-de-pau, enquanto os negros da França esbanjam categoria. Aos 6 min, Trezeguet mais uma vez está na frente do goleiro de Togo, mas sua cabeçada mesmo tendo a direção do gol, não entra. Thieri Henri encanta com sua velocidade, simplicidade de toque e estilo clássico de avançar até a grande área adversária. É ele quem vai ao ataque aos 10 min. Mas é só escanteio. Togo dá o ar da graça e em duas escapadas chegam ao gol francês. Não, eles não são tão ruins assim, não! São bons de bola estes africanos. Em alguns momentos surpreendem pela habilidade. É mais uma seleção jogando de verde-amarelo. Quem será que se vestiu de verde-amarelo antes? O Brasil, ou estas outras seleções? Antes o Brasil jogava com camisas brancas, depois com azuis. Ganhou o título na Suécia, em 1958, com as azuis. Por que a Suécia tem as cores amarela e azul em sua bandeira e uniformes. Mas e a Jamaica, Togo, Australia, Equador? Já usavam, ou passaram a usar por causa da mística canarinho brasileira? Aos 13 min, a França chega ao gol, mas o árbitro invalida, alegando impedimento. Aos 21 min, os franceses perdem mais um gol fácil. A pressão é enorme, a França precisa ganhar, se não volta para casa mais cedo. No monitor, o jogo entre Suíça e Coréia do Sul também está movimentado, mas também mais equilibrado. Aqui em Colônia, prenuncia-se um massacre. Não passa um minuto e aos 22, de novo a França desperdiça mais uma oportunidade de abrir o marcador. No monitor, Senderos, aos 24 min, faz um gol "sangrento". Depois da cabeçada fatal sua testa choca-se com a cabeça do defensor Sul-coreano, que também começa a sangrar. Voltando ao estádio, vê-se um Togo que "joga bonito", mas é a França que apresenta mais perigo, porém falta pontaria a seus jogadores. Uma caricatura de jogada aos 39 min, superengraçada, mas a França não tira o zero do placar. Não foi desta vez ainda. A torcida francesa dá show nas arquibancadas. Contagia o time, mas o goleiro de Togo depois de soltar a bola, consegue segurá-la no último momento. Thieri estava quase botando a bola para dentro depois de duas defesas parciais do goleiro africano. Encerra-se o primeiro tempo e mesmo com o resultado no outro jogo, de vitória parcial da Suíça, a França está voltando para casa. No intervalo os azuis dão um espetáculo de como se deve torcer numa copa do mundo, dando uma lição dos brasileiros que vieram até a Alemanha. Reiniciado o jogo e os franceses continuam no ataque. Precisam fazer. Finalmente aos 55 min, Vieira sob para o ataque e faz o gol tão necessário. Vieira é um dos remanescentes do título de 1998. Filho de um português como uma senegaleza é francês de nascimento. Togo enfeita o futebol com sua arte e leveza, às vezes são engraçados em algumas jogadas. Mas é a França que conduzida por Vieira vai mais uma vez à frente. Gol de Thieri Henri aos 61 min. O time respira aliviado, a classificação para a próxima fase parece certa. Mas nem tudo está decidido. A dez minutos do final desta rodada, não se pode afirmar quais serão as duas seleções deste grupo a seguirem em frente. A França mesmo com estes dois a zero, pode cair, basta a Coréia do Sul empatar o jogo. Por sua vez, a Suiça se perder, está fora. Os jogos se encerram. Suíça em primeiro, França em segundo. Valeu ter vindo a Colônia. os craques franceses corresponderam: Vieira, Trezeguet e Thieri. E uma surpresa: o bom e rápido Robery. No próximo jogo, Zidane volta, quem sabe para sua despedida dos campos de futebol. DE SUA OPINIÃO, POR FAVOR CLICK AQUI
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