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Aonde o Brasil estiver? Na primeira partida, em Berlim, o estádio estava vestido de vermelho e branco e não de verde amarelo. O famoso batuque da galera devia estar sendo executado apenas nos telões espalhados pelo Brasil, porque no Olímpico de Berlim o que se ouvia era o ensurdecedor grito de guerra dos croatas. Claro, o time do Parreira não foi nenhuma maravilha....mas incentivo é o que mais se espera do camisa 12 da arquibancada. A coisa se repetiu em Munique. No estádio Bávaro finalmente se pode ver as arquibancadas vestidas de verde e amarelo. Mas... Mais uma vez, não eram as cores brasileiras. Sabe se lá porque os súditos da Rainha Elizabeth II que têm a bandeira nas cores azul, vermelha e branca adotaram para a sua seleção, a cor canarinha do Brasil. A torcida em Munique era toda australiana. Os gritos eram todos em inglês. A torcida brasileira ficou praticamente muda, mesmo ganhando de dois a zero. Enfim...será que só eu vi e ouvi isso? Não é possível! Procuro entender o que está se passando com os brasileiros nos estádios alemães. Procurei nas ruas conversar e observar o comportamento destes verde-amarelos. A conclusão a que estou chegando é que os verdadeiros torcedores brasileiros não vieram para a Copa. Não veio as Torcida Jovem do Coritiba e do Palmeiras, não vieram os Fanáticos do Atlético Paranaense, nem os gaviões da Fiel, muito menos os cariocas do Mengão, da Estrela Solitária, ou aqueles que "vão aonde o Grêmio estiver". Não, decididamente estes que estão aqui não são torcedores...podem até ter passaporte brasileiro, mas não podem ser chamados de torcedores de futebol. Estes que vieram para a Alemanha são pessoas como o rapaz que encontrei na frente do Estádio Olímpico de Berlim, que ao ser saudado com um Boa Tarde em português, olhou-me com desprezo. Quando lhe perguntei se era brasileiro....o paulistano (pelo forte sotaque da Mooca) respondeu: "Estar aqui não é pra qualquer neguinho não! É pra quem pode. Sai dessa, ô meu!" Realmente, com raríssimas exceções, este é o perfil do Brasileiro que veio torcer pela seleção do Parreira. Desanimado, ruim de samba no pé, racista e muito pior que isso: arrogante! Um torcedor amorfo, que parece pertencer a uma classe média que nunca passou pelos portões de um estádio de futebol e nem sabe o que é 3-5-2, 4-3-4... Que não sabe nem encher os pulmões e gritar Brasilllllllllllllllll....com L no final... Como fazia o saudoso narrador esportivo Jorge Curi. Se a seleção não encanta; se Ronaldinho Gaúcho, incensado como melhor do mundo, não consegue assumir a condição de maestro e principal jogador do Brasil; se Kaká não sabe que a função de um meio campista é distribuir a bola e não... Carregá-la debaixo do braço até a área adversária para entregar para os inimigos; se Zé Roberto só consegue cercar e não entende que a função de meia é construir jogadas; se Adriano tão gordo quanto Ronaldo cai pelas tabelas... Como é que se vai exigir de quem só tem dinheiro para comprar o bilhete de avião e diárias de hotel que manifeste seu contentamento, ou sua frustração num campo de futebol? Para encerrar a triste imagem da torcida brasileira em terras alemãs, nada mais patética do que a cena do Velho Lobo Zagalo entrar no campo, ao final do jogo com a Austrália, carregando uma camisa da seleção e ser menosprezado por um João ninguém australiano, que se recusou a trocar de camisa. Zagalo, curvado pelo peso da idade e seus cabelos brancos, depois da segunda tentativa encontrou um jogador australiano que tirou sua camisa, entregou ao ponta esquerda recuado bicampeão e recebeu em troca, a lendária camisa 13. |
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