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ALEMANHA 2006

REPÓRTER PARA SEMPRE

Aqui, textos de matérias publicadas em revistas e jornais de circulação nacional e internacional  assinadas pelo jornalista Ulisses Iarochinski. Jornal FOLHA DE LONDRINA  Revista CARGA PESADA  Revista JORNAUTO  Revista ESTRADAFORA  Revista TRÂNSITO  Revista CARRETEIRO Rádio NEDERLAND  Jornal O ESTADO DE SÃO PAULO  TV Bandeirantes Tv Record e ......

 

Viagem aos campos alemães de futebol

A crônica Fotos

O papel de bala

 

Ulisses Iarochinski

20 de junho de 2006

Os estádios alemães foram totalmente reformados, ou alguns construídos especialmente para esta Copa. Muito já se escrevem, muito já se mostrou e muito já se viu sobre todos eles.

Franz Beckembauer morre de amores pelo estádio de Munique, considerando-o o mais moderno, funcional e belo de todo o mundo. Realmente ele tem razão em muito do que diz. Suas paredes externas foram recobertas com um envoltório em acrílico, que permite mudar as cores do estádio com um jogo de luzes.

O circo de Gelsenkirchen

O papel de bala de Munique

Maravilhoso estádio

Assim a cada gol, o estádio pode ficar vermelho, verde, amarelo, azul dependendo das cores do clube que marcou. Porém - e sempre tem um porém, como dizia o dramaturgo Plínio Marcos - não passa de um imenso papel de bala. Ou seja, fora isso...esta coberta de acrílico que muda de cor, o estádio de Munique é igual aos demais quadrados que se convencionam chamar de moderno. Já que não lembram em nada Maracanã, Morumbi, Couto Pereira. estão todos mais para uma caixa de fósforos gigante do que para um verdadeiro estádio de futebol, onde a rainha é a bola e esta é redonda, como a terra, o sol e a lua.

Seja como for... se é para escolher um estádio bonito, alegre e com uma atmosfera maravilhosa...esse só pode ser o de Gelsenkirchen. Assisti a goleada argentina sobre a Sérvia por 6 a zero nesse verdadeiro circo do futebol. Totalmente coberto, ele possui o mesmo sistema do Arena de Amsterdã. Mas que sensação maravilhosa é assistir  a uma partida ali. Por momentos tem se a impressão de estar coberto por uma lona de circo. Eram 3 horas da tarde quando se iniciou o espetáculo, digo, a partida. Lá fora, um sol quente, claríssimo. Mas ali dentro era como aquelas matinês circenses, com direito a apresentador, que anuncia os artistas da bola e até representantes da torcida de cada um dos países que residem na cidade. Um show sem dúvida, um espetáculo de futebol argentino e um circo...digo, um estádio maravilhooooso. Gelsenkirchen é o nome e não o papel de bala de Munique.

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