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Os anfitriões É pela compreensão destas duas pessoas que posso dormir e descansar por algumas horas da maratona de jogos e viagens. Graciosamente oferecem suas casas para que este repórter sem eira nem beira, sem financiamento, sem contrato está conseguindo trabalhar. Marco é aquilo que se pode chamar de uma pessoa multinacional. Nascido em Hagen, na Alemanha, é filho de pai italiano e mãe espanhola. Embora nascido em solo alemão, Marco foi registrado como italiano pelo pai, que fez questão de dar cidadania italiana a seus cinco filhos. Um deles, Mário, é meu amigo e afilhado. Sim, numa tarde gelada de Cracóvia, o italiano-alemão me surpreendeu com um convite:
Bem, deixemos meus afilhados para uma outra conversa. O motivo agora são meus anfitriões na Alemanha. Marco, o irmão do Mário, ao contrário do irmão prefere se comunicar na língua italiana, que prefere o espanhol materno. Mas claro, fala um perfeito alemão. Dono de um Einscafe, ou uma sorveteria, aos 27 anos, já é um homem de negócios. Já ganhou sem primeiro milhão e está sempre pensando em novos negócios. Bastou conversar algumas horas sobre a Polônia, que Marco já está programando uma viagem a Cracóvia para o próximo outubro. Tem em mente levar a furgoneta , que está reformando, para vender sorvete no verão e pizza no inverno, nas ruas de Cracóvia. Sua sorveteria é o ponto de encontro das comunidades italiana, espanhola e polaca de Hagen. Não, ainda não fala polaco, embora já tenha namorado duas polacas. Enfim, ainda namora as duas. Nem ele sabe direito, se é amizade, ou namoro. Quando volto dos jogos, que acontecem na região de Dortmund...lá pelas duas horas da madrugada, Marco, ainda está atendendo seus clientes. Fecha e me convida para junto com seus amigos alemães (todos filhos de italianos e espanhóis) para conhecer a única discoteca da cidade. única, mas a maior da região. Quando voltamos da balada já é 6 horas da manhã, o sol está alto e lá se foi mais uma noite em claro. Ah! Sim. A discoteca é enorme, muitos salões de dança. DJ e muitas garotas alemãs. Bonitas de rosto, mas com uns corpos esquisitões. A maioria está com alguns quilos a mais. Pelo jeito, as caras são sempre as mesmas por aqui. Pois, raras são as que não me sorriem, ou até arriscam perguntar de onde sou e o que significa a credencial no peito. Como não falo alemão e elas muito pouco de inglês, polaco, espanhol, francês e português, a conversa que poderia ser interessante morre no mesmo instante. Dia seguinte, por pouco não durmo no jogo da Polônia com a Costa Rica. Não porque, o jogo não tenha sido legal, afinal os polacos se despediram com uma vitória de 2 a zero, gols do zagueiro convocado na última hora, mas porque o sono de noites passadas em poltronas de trem e discoteca, não resiste. Dá-lhe café fraco alemão! Em Berlim, a anfitriã, uma polaca de Gryfino é outra amizade recente. Concluindo sua tese de mestrado em Geografia, na Universidade Humboldt, Alina me encontrou em referências bibliográficas. Descobriu meu e-mail e passou a me pedir ajuda com informações sobre a presença do imigrante polaco no Paraná. Logo em seguida me visitou em Cracóvia para uma entrevista sobre Cruz Machado (minha tese de doutoramento na Universidade Jagiellonski). O convite para ficar hospedado em sua casa em Berlim foi imediato, ao saber dos meus planos de Copa do Mundo. Assim... Tenho dividido minha estada alemã entre a hospitalidade do alemão-italiano de Hagen e da polaca de Berlim. Sem eles não seria possível estar aqui. Meus agradecimentos ao Marco e a Alina. |
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