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As Explicações Como a FIFA me registrou como sendo de uma organização da Polônia, ali fui para ouvir os técnicos de Polônia e Costa Rica.O primeiro a aparecer foi o alagoano Guimarães da Costa Rica. Mesmo tendo perdido as 3 partidas do mundial, o técnico centro-americano não deve perder o emprego. Segundo ele, já esta acertada uma reunião com o Presidente da Federação para traçar os planos das seleções de base. Sobre o jogo com a Polônia disse que as desatenções nas bolas paradas é que causaram a derrota de sua seleção. Na opinião do técnico brasileiro, o jogo polaco já era esperado, pois esta seleção sempre joga vertical, porém quando se defrontam com seleções latino-americanas tratam de passar mais a bola. Guimarães não perdeu a pose e afirmou que seus jogadores cumpriram o que se pretendia. "Sabíamos dos pontos fracos polacos, tanto que só fomos mudar nossa estratégia aos 75 minutos". Para concluir, ele saiu-se com essa: "Os 3 resultados foram totalmente inesperados". Depois entrou Janas, o poderoso técnico da Polônia, que contra tudo e contra todos vai permanecer no comando da seleção. Com duas derrotas e uma vitória no mundial, Janas va continuar com seus esquemas e estratégias, que se deram o primeiro lugar nas eliminatórias, provou ser inconsistente e frouxo. Deixou em casa, o ídolo do país, o goleiro Dudek, e trouxe o frangueiro Artur que se faz algumas defesas difíceis toma gols históricos, como aquele no jogo de preparação com a Colômbia, quando levou um gol de tiro de meta do colombiano. o que se repetiria contra o Equador, outro frango imperdoável. Dos seus 5 atacantes, o único que mostrou alguma coisa foi o novato Jelen, da pequena equipe do Plock, porque Zurawski, Smolarek, Krzynowek e até Brozek... Nada fizeram. Jelen pelo menos mostrou disposição e luta, além de reconhecida qualidade técnica. Mas foi o zagueiro, convocado às pressas, quando a seleção já estava treinando na Alemanha, Bosacki, do Lech Poznan, que salvou a pátria de chuteiras. Os dois únicos gols da Polônia foram do tosco zagueiro. Sobre seu futuro, Janas disse que a decisão da continuidade não é dele, mas do presidente da Federação. "O que virá só o tempo dirá", concluiu o técnico polaco. Antes porém, no campo de jogo, quem brilhou mais uma vez foi a torcida polaca, que transformou o estádio de Hanover numa impressionante massa vermelha e branca. Cantando a plenos pulmões "Polska, Polska"... E outros hinos históricos empurrava a equipe contra a Costa Rica. Deu certo dessa vez, mas só porque Bosacki veio para a Alemanha. Trocando passes na intermediária, a Polônia não era capaz de dar um chute a gol, embora Janas em dado momento da partida tivesse cinco atacantes de oficio em campo. Jelen corria sozinho. Krzynowek dava impressão que estava numa praia qualquer se divertindo depois de um farto churrasco regado a wódka. Zurawski, idolo das crianças da Polônia, nem pegava na bola. Na Costa Rica, o nr 10 incomodava todas as vezes que invadia a grande área, mas sem um companheiro a altura, perdia a bola para os zagueiros da Polônia de forma bisonha. Enfim a Polônia pode voltar pra casa. Se a batalha de Dortmund vai ficar marcada pelo seu empenho, a derrota para o Equador foi definitiva para sua desclassificação. |
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