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RIO GRANDE DO SUL Os imigrantes polacos começaram a chegar ao Rio Grande do Sul em número expressivo a partir de 1890, se bem que já em 1877 um grupo de 400 pessoas identificadas como russos chegaram a Porto Alegre procedentes de Santa Maria da Boca do Monte. Na verdade eram polacos com passaportes russos. Um outro grupo tinha chegado dois anos antes, em 1875, na Colônia Conde d’EU, onde hoje é a cidade de Garibaldi. Este grupo, com passaporte prussiano é considerado como o marco inicial da imigração polaca no Rio Grande do Sul. Teodor Kraszewski e Jan Danielski com suas esposas estão registrados como proprietários dos Lotes 105 e 25 respectivamente e são considerados os primeiros polacos das terras gaúchas. Além deles vieram os Cichoscki, Kolosa, Czarnowski, Remus, Lewinski, Kurek, Bruski, Miszewski, Bilski, Szotrmowski, Sikorski e Ozowski, Merchel, Mokwa, Babinski, Zyglinski, Krewta, Szczpanski, Jaworski, Wisniewski, Grzeczka, Kufel, Dolnic, Kolc, Müller, Hamerski, Kuszkowski, Pollon e Wons. No Rio Grande do Sul, cerca de 40 localidades abrigaram os imigrantes polacos no desenrolar do processo de colonização: Rio Grande, Porto Alegre, Pelotas, Camaquã, Encruzilhada, Santo Antônio, Baixa Grande, Caxias do Sul, São Marcos, Veranópolis, Bento Gonçalves, Guaporé, Casca, Passo Fundo, Getúlio Vargas, Lagoa Vermelha, Erechim, Áurea, Sananduva, Gaurama, Barão de Gotegipe, Quatro Irmãos, Ijuí, Perau, Seberi, Tucunduva, Santa Maria, General Vargas, São Luís Gonzaga, Silveira Martins, Cruz Alta, Catuípe, Três de Maio, Santo Ângelo, Santa Rosa, Alecrim, Guarani das Missões, Guaíba e Garibaldi. No final do século passado, os imigrantes polacos descontentes e sentindo-se ludibriados pelo governo queriam voltar a Polônia. O governo russo sabedor da situação, designou se embaixador Pierre Bogdanoff para recrutar soldados para o exército russo entre os jovens imigrantes polacos do Rio Grande do Sul. Em suas viagens pelas colônias gaúchas , Bogdanoff fazia propaganda das intenções de sua majestade de perdoá-los pela saída ilegal do Reino e de pagamento de transporte para o Cáucaso e interior da Ásia. Em muitas colônias entretanto, o emissário teve que fugir sob ameaças de violência e morte. Os boatos se espalharam e muitos descontentes voltaram para Porto Alegre em busca do sonhado repatriamento. A situação precária de alimentação e saúde causava surtos epidêmicos de tifo e varíola.Os polacos irritados com a penúria em que viviam provocavam distúrbios. Num deles foram presos 8 imigrantes. As autoridades gaúchas ordenaram que qualquer caso de doença fosse imediatamente comunicado. A família Zieliński de D. Feliciano teve algumas crianças infectadas. Alguém denunciou o fato e a polícia, em nome da saúde pública, fuzilou todos os membros da família. Aproveitando-se da extinção da hospedaria do imigrante em Porto Alegre, os policiais espalharam muitos dos descontentes pelos portos brasileiros, a fim de que eles procurassem voltar para a Polônia. |
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