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BRASIL O governo imperial do Brasil, em 32 anos de imigração, gastou 10 milhões de libras esterlinas para o transporte e colonização de imigrantes europeus. A corrente imigratória para o Brasil trouxe até 1947, cerca de 4 milhões e 930 mil europeus e orientais. O polaco seria o quinto agrupamento de imigrantes no país, considerando-se a tabela abaixo:
Chegada ao Brasil Os primeiros imigrantes polacos chegaram ao Porto de Itajaí, Santa Catarina, em agosto de 1869. Eram 78 polacos provenientes da região da Silésia Meridional polaca. O comandante Redlisch, do navio Victoria, trazia colonos da Europa Central para serem assentados na Colônia Brusque. Ao todo eram 16 famílias polacas, cujos chefes de família eram: Francisco Pollak, Nicolau Wós, Boaventura Pollak, Thomasz Szymanski, Simon Purkot, Felipe Purkot, Miguel Prudlo, Simon Otto, Domin Stempke, Gaspar Gbur, Balcer Gbur, Walentin Weber, Antonio kania, Francisco kania, André Pampuch e Stefan Kachel. Os poloneses foram colocados nas colônias Príncipe Dom Pedro e Itajahy, na região de Brusque, onde faleceram os primeiros polacos em território brasileiro. Primeiros mortos Nos registros de óbitos da Igreja da Colônia D.Pedro, estão os falecimentos de JOÃO OTTO, com um ano e cinco meses, no dia 11 de outubro de 1870, filho de Simão Otto e Rosália Gabriel; MARGARIDA, filha de Ignacy Milleck e Suzana kubis, em 21 de dezembro de 1870. Já em 2 de Janeiro de 1871, faleceu a terceira polaca, Maria Ana Stemka; Em 3 de janeiro, João Purkot; Em 14 de janeiro, Margarida, filha de João Hilleck e em 26 de fevereiro, Juliana Gbur. Todos foram enterrados no cemitério da colônia. Neste período não foram registrados nascimentos de nenhum filho dos polacos. Isto só vem ocorrer mais tarde, já na província do Paraná, para onde se encaminharam estas famílias em, 30 de setembro de 1871. Nas décadas de 1870 e 1880 surgiram algumas colônias de polacos nas Províncias de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Na primeira, as colônias Sandweg - Indaial e Rio Vermelho; na segunda, as colônias de Santa Bárbara e Santa Teresa. Após a proclamação da República, o governo brasileiro praticamente abriu as portas do país à imigração. Os primeiros anos da República foi o período em que mais entraram imigrantes no Brasil. Os polacos apareceram nas estatísticas em bom número. O prof. Ruy Wachowicz (provavelmente baseando-se nos dados de Gluchowski) afirma que de 1869 até 1914 entraram no Brasil mais de 102.096 polacos, assim distribuídos:
De 1935 a 1970, entraram mais 25.014 imigrantes polacos. Somando-se todos os períodos, de 1869 até 1970, o número de imigrantes polacos alcança 130.292. O processo de aculturação e inserção na vida brasileira se daria anos mais tarde. Os imigrantes e seus descendentes polacos somente começaram a deixar as colônias em direção aos centros urbanos a partir de 1930. Entretanto dados compilados pelo padre Jan Pitón mostram outros números comparativos entre "recenceadores" da etnia polaca no Brasil. Os números cobrem um período maior, que vai de 1850 a 1972. Como podemos ver na tabela abaixo os números são bastante divergentes:
A década de 90 (1890 - 1900) ficou conhecido na Polônia como "febre brasileira". Importantes colônias surgiram em vários estados brasileiros:
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