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BRASIL

O governo imperial do Brasil, em 32 anos de imigração, gastou 10 milhões de libras esterlinas para o transporte e colonização de imigrantes europeus. A corrente imigratória para o Brasil trouxe até 1947, cerca de 4 milhões e 930 mil europeus e orientais. O polaco seria o quinto agrupamento de imigrantes no país, considerando-se a tabela abaixo:

Nacionalidade Número Percentual
Italianos 1.513.000 30,28%
Portugueses 1.462.000 29,26%
Espanhóis 598.000 11,97%
Alemães 253.000 5,06%
POLACOS (até 1972) 197.328 3,98%
Japoneses 188.000 3,76%
Outras 784.000 15,69%
Total 4.995.328 100%

Chegada ao Brasil

Os primeiros imigrantes polacos chegaram ao Porto de Itajaí, Santa Catarina, em agosto de 1869. Eram 78 polacos provenientes da região da Silésia Meridional polaca. O comandante Redlisch, do navio Victoria, trazia colonos da Europa Central para serem assentados na Colônia Brusque. Ao todo eram 16 famílias polacas, cujos chefes de família eram: Francisco Pollak, Nicolau Wós, Boaventura Pollak, Thomasz Szymanski, Simon Purkot, Felipe Purkot, Miguel Prudlo, Simon Otto, Domin Stempke, Gaspar Gbur, Balcer Gbur, Walentin Weber, Antonio kania, Francisco kania, André Pampuch e Stefan Kachel. Os poloneses foram colocados nas colônias Príncipe Dom Pedro e Itajahy, na região de Brusque, onde faleceram os primeiros polacos em território brasileiro.

Primeiros mortos

Nos registros de óbitos da Igreja da Colônia D.Pedro, estão os falecimentos de JOÃO OTTO, com um ano e cinco meses, no dia 11 de outubro de 1870, filho de Simão Otto e Rosália Gabriel; MARGARIDA, filha de Ignacy Milleck e Suzana kubis, em 21 de dezembro de 1870. Já em 2 de Janeiro de 1871, faleceu a terceira polaca, Maria Ana Stemka; Em 3 de janeiro, João Purkot; Em 14 de janeiro, Margarida, filha de João Hilleck e em 26 de fevereiro, Juliana Gbur. Todos foram enterrados no cemitério da colônia.

Neste período não foram registrados nascimentos de nenhum filho dos polacos. Isto só vem ocorrer mais tarde, já na província do Paraná, para onde se encaminharam estas famílias em, 30 de setembro de 1871. Nas décadas de 1870 e 1880 surgiram algumas colônias de polacos nas Províncias de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Na primeira, as colônias Sandweg - Indaial e Rio Vermelho; na segunda, as colônias de Santa Bárbara e Santa Teresa. Após a proclamação da República, o governo brasileiro praticamente abriu as portas do país à imigração. Os primeiros anos da República foi o período em que mais entraram imigrantes no Brasil. Os polacos apareceram nas estatísticas em bom número. O prof. Ruy Wachowicz (provavelmente baseando-se nos dados de Gluchowski) afirma que de 1869 até 1914 entraram no Brasil mais de 102.096 polacos, assim distribuídos:

Paraná.......................42.046

Rio Grande do Sul.....32.300

Santa Catarina............6.750

Outros estados...........21.500

De 1935 a 1970, entraram mais 25.014 imigrantes polacos. Somando-se todos os períodos, de 1869 até 1970, o número de imigrantes polacos alcança 130.292. O processo de aculturação e inserção na vida brasileira se daria anos mais tarde. Os imigrantes e seus descendentes polacos somente começaram a deixar as colônias em direção aos centros urbanos a partir de 1930.

Entretanto dados compilados pelo padre Jan Pitón mostram outros números comparativos entre "recenceadores" da etnia polaca no Brasil. Os números cobrem um período maior, que vai de 1850 a 1972. Como podemos ver na tabela abaixo os números são bastante divergentes:

Estados Saporski Gluchowski Sekula Piton
Paraná 56.950 42.046 307.350 90.920
St. Catarina   6.750 89.000 28.536
R.G. do Sul   32.300 256.200 70.772
São Paulo   21.500 190.360 4.500
Rio Janeiro       1.000
Goiás       380
Minas Gerais       340
Esp. Santo       760
Bahia       120
Totais 56.950 102.596 842.910 197.328

A década de 90 (1890 - 1900) ficou conhecido na Polônia como "febre brasileira". Importantes colônias surgiram em vários estados brasileiros:

Paraná: Eufrosina, Rio Claro, São Mateus, Santa Bárbara, Prudentópolis, Ivaí, Apucarana (atual Cândido de Abreu), Castro, Piraí do Sul, Palmeira, Cruz Machado e etc.

Santa Catarina: Lucena (atual Itaiópolis) Rio Vermelho, Massarunduba, Grã-Pará, Nova Galícia e etc.

Rio Grande do Sul: Alfredo Chaves (atual Veranópolis), Antônio Prado, Bento Gonçalves, Dom Feliciano, Mariana Pimentel, Ijuí, Guarani das Missões, Jaguarí, Erechim e etc.

São Paulo: São Bernardo, Pariquera-açu, cidade de São Paulo etc.

Espírito Santo: Águia Branca, Santa Leopoldina e etc.

 
 
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